Por: Fábio Kestenbaum

Dois elementos distintos formam uma parceria de sucesso: propósito e relacionamento.

O propósito dá o leitmotiv para a parceria. É preciso uma razão e uma missão para convergir interesses de pessoas distintas. Sem propósito não é possível firmar o compromisso necessário para maximizar a performance no longo-prazo.

Entretanto, propósito não é suficiente para garantir resultados. Para que o propósito se traduza em performance é preciso haver um relacionamento entre as pessoas que trabalham juntas para alcançá-lo.

Na Positive Ventures nós temos um propósito claro, que é gerar benefícios sociais e ambientais para cada centavo investido por nossos fundos, e na medida em que dividimos esse propósito entre o time, fomentamos as relações humanas necessárias para maximizar a nossa performance enquanto empresa.

São as relações humanas que emprestam sentido ao propósito profissional. Sem empatia, nossas conquistas não seriam mais do que uma vitória cadmeana. A capacidade de olhar para o outro e ser sensível o suficiente para percebê-lo para além dos nossos conceitos é o que nos torna verdadeiramente humanos. No instante em que essa capacidade cessa, estamos condenados a trabalhar como máquinas em busca de sucesso econômico, à revelia da nossa condição ontológica como seres humanos.

Não se enganem, o sucesso não se limita a resultados, mas ao prazer de dividi-los com as pessoas que se relacionam conosco. Daí que nasce a base para que o propósito seja um catalizador de performance.

As melhores gestoras de investimento demoram décadas e não anos para se consolidarem. O seu ambiente naturalmente competitivo e individualista se torna um desafio para o estabelecimento de uma plataforma sustentável de crescimento. Portanto, dar o devido valor para o propósito e as relações humanas não apenas é uma maneira de criar um bom ambiente de trabalho, mas a via pelo qual a estratégia e o talento podem crescer e se desenvolver de forma eficiente e duradoura.

Correlacionar propósito e relações humanas, nesse sentido, é uma combinação a ser perseguida por todo e qualquer negócio, independente do setor de atuação ou intencionalidade de impacto socioambiental. As parcerias — e empresas — que pretendem se perpetuar em meio as transformações geracionais e estruturais que se avizinham, precisam conciliar seu propósito com a valorização das relações entre as pessoas que se unem para concretizá-lo. Me arrisco a dizer que é dessa capacidade que nascerá o diferencial competitivo das melhores empresas do futuro, afinal, pessoas conectadas para além do capital, movidas pelo propósito de melhorar a sociedade e planeta, produzem mais e melhor; e não sou eu dizendo isso, mas o BCG:

Talvez tenha chegado o momento de desconstruir o conceito de que o lucro não pode coexistir com a busca por propósito. Abdicar de retorno financeiro para reduzir desigualdades sociais ou emissão de carbono é uma falsa dicotomia. As novas gerações estão mudando radicalmente a forma de consumir, investir e empreender, e nesse sentido, o lucro se torna decorrência do propósito:

Na Positive Ventures, acreditamos que empreendedores excepcionais, movidos pelo propósito de resolver os grandes desafios sociais e ambientais da humanidade, estão aptos a performar melhor do que seus pares. De uma maneira simples: nós acreditamos que propósito maximiza lucro.

A Bcorp investment management firm focused on impact tech and purpose driven entrepreneurship.

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